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Eu, sinceramente, não entendo qualquer tipo de preconceito. As doenças mentais são estigmatizadas e isso precisa acabar. Mas depende de como enxergamos o outro. É preciso um olhar mais leve, sem as sombras da perfeição. Fiz alguns questionamentos interessantes para a psiquiatra Valéria Avilla. A ideia é falar de preconceito, tratamento e prevenção das doenças mentais:

Aurélia Guilherme –  Vamos começar com a idade avançada. Percebe-se claramente que alguns idosos apresentam maior fragilidade mental do que outros. Como dar mais longevidade às nossas reservas funcionais da mente?

Dra. Valéria Avilla –Alimentação adequada, exercícios frequentes e, na minha área : dormir bem e em quantidade suficiente. Além disso, leitura frequente, diminuição do estresse (trabalhar com limite de horas e em ambiente saudável. A meditação e as atividades que dão prazer também influencia na preservação de nossas reservas funcionais da mente. Caso o paciente já esteja adoecido psiquicamente, um tratamento adequado. A depressão não tratada aumenta  risco de doenças clínicas e demência.

Aurélia Guilherme – Cerca de 700 milhões de pessoas no mundo sofrem com as doenças mentais. Por que tanto preconceito na aceitação desse fato?

Dra. Valéria Avilla – Já foi pior em termos de preconceito, mas as doenças mentais diminuem até a motivação para o tratamento. Campanhas, como Setembro Amarelo sobre o suicídio são bons caminhos de alerta para a população.

Aurélia Guilherme – De que forma os fatores externos, como perdas, problemas familiares, frustrações e traumas podem influenciar no aparecimento de doenças mentais?

Dra. Valéria Avilla – Traumas e estresse, quando não resolvidos, são fatores desencadeadores da alteração da produção de hormônios cerebrais. Isso ocasiona uma variedade de transtornos psíquicos.

Aurélia Guilherme – Qual o momento que sinaliza que é preciso ajuda profissional?

Dra. Valéria Avilla –  Sentimento de inadequação,  prejuízo escolar no trabalho ou na vida social. Na verdade as pessoas demoram a admitir que estão sofrendo.

Aurélia Guilherme – Há alguma forma de nos tornarmos mais resistentes ao estresse e problemas externos?

Dra. Valéria Avilla – Sim, tendo qualidade de vida. Repito: Dormir bem e com qualidade, comer saudável, pegar sol para promover a vitamina D… Aliás, a luz ajuda na prevenção e acelera o resultado do tratamento. É importante. Atualmente, acrescentamos meditação,  como profilaxia. Um tempo para se desligar do pensamento é tão necessário quanto a água. Além disso, as psicoterapias ensinam o sujeito a lidar melhor com o estresse, utilizando seus traços de personalidade em seu favor.

Conheça o perfil da psiquiatra Valéria Avilla no portal Boa Vida Online

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